Como prometido na semana passada, Junichi Masuda apareceu no programa japonês.
O jogo chegará ao Japão em algum momento de junho, e a Nintendo não perdeu tempo ao abrir um site em inglês do jogo, ainda sem data definida para "Pokémon Black/White 2" chegar ao ocidente. Surpreendentemente, o jogo será lançado ainda para o Nintendo DS, e, embora haja compatibilidade com o hardware do 3DS, não é de se esperar efeitos 3D na migração.
Apesar disso, o anúncio não deixa de ser memorável. Afinal, esta é a primeira vez na história da franquia que um jogo principal tem uma continuação numerada. Geralmente a franquia aposta em iterações individuais nos moldes de "Final Fantasy" (cada jogo é um organismo separado) ou em versões atualizadas, como aconteceu com "Pokémon Yellow" e "Pokémon Platinum", por exemplo. Tudo indica que será uma nova história, mas ainda na quinta geração dos monstrinhos de bolso.
O que será que teremos de novo nesta sequência? Colocamos aqui cinco coisas que queremos ver nesta nova versão de "Black/White":
1. Melhorem as funções online! - Mesmo ainda sendo uma novidade para a franquia, as funções online do jogo são fraquinhas. O sistema de trocas são tão simples que dificulta o jogador a especificar o que ele quer. Em "Pokémon Black/White", quando você quer trocar um monstrinho pela internet com alguém, você pode colocar um pokémon disponível e especificar o que você quer em troca, e pode levar dias para alguém lhe propor um monstrinho que se encaixe nas suas especificações. Outra forma é se conectar a alguém aleatório e oferecer seus monstrinhos em troca de outros, usando apenas quatro smiles como forma de comunicação: um rostinho feliz, um rostinho triste, um coração e um ponto de exclamação.
Não há um chat ou pelo menos uma forma de escrever o que você quer em troca (com exceção de editar a sua apresentação, o que é pouco explorado devido a sua limitação). Será que a Nintendo se preocupa tanto com as pessoas mal-educadas que podem ofender outros jogadores online? Há formas de se comunicar com os outros usando filtros e outras formas de moderação online, mas parece que a Big N não explora muito isso. Se eles melhorarem a velocidade das batalhas e darem mais ferramentas para facilitar a comunicação para trocas, "Pokémon B/W 2" terá bons motivos para ser comprado pelos fãs.
2. Variem um pouco a história! - É de praxe em todas as gerações de "Pokémon" apresentar uma gangue de vilões que você tem que vencer na sua jornada para se tornar um mestre pokémon, e a fórmula já está batida: parem com isso! Com a exceção da carismática Equipe Rocket, todas as outras organizações criminosas no mundo de "Pokémon" não tem muita personalidade. A criatividade parou desde que Giovanni pendurou as chuteiras e desapareceu, ( o personagem só voltou à ativa em uma aparição em "Silver/Gold"). Nós gostamos de retornos triunfantes, e a Equipe Rocket sempre será a equipe favorita de vilões da série.
Outro aspecto já muito explorado e com tímidas mudanças foram os rivais. Em todas as gerações há um ou mais, e eles sempre são parecidos. No mangá "Pokémon Adventures", o rival da segunda geração é nada mais nada menos que o filho de Giovanni! Mas isso não é citado nos jogos e a ideia foi bem aceita pelos leitores. Gary Oak tem presença e seu estilo arrogante o transformou em líder de ginásio em "Gold/Silver", e na nossa sincera opinião foi a melhor reciclagem de personagem na franquia. Que tal um retorno às raízes? Os pokémons da quinta geração carecem de personalidade e originalidade. Alguns deles até se parecem com releituras dos monstrinhos da primeira geração: Pidove é uma versão mais realista do Pidgey, o Emolga é um Pikachu voador, com direito até a bochechas eletrificadas, Audino é a nova Chancey e o Foongus tem a mesma intenção do Voltorb de ser uma pokébola.
3. Compatibilidade com outros jogos – Bons tempos quando podíamos colocar nossos pokémon treinados no cartuchinho do Game Boy no "Pokémon Stadium" do Nintendo 64 e adiante, até que a Nintendo resolveu lançar uma versão tão ruim desta franquia que desestimulou os jogadores a comprarem o jogo para os consoles de mesa. "Pokémon Battle Revolution" do Wii foi tão criticada pelas revistas especializadas que pouca gente sabe da existência dele. O jogo não te dá nenhuma opção de escolha de monstrinho caso queira jogar o modo single-player e ele praticamente te obriga a ter "Pokémon Diamond/Pearl" para liberar todas as funções do jogo (diferente das versões posteriores do jogo, onde você podia escolher quase todos os pokémon e usá-los em batalhas single ou multiplayer).
Que tal lançar um jogo da franquia para Wii (ou Wii U) e fazer algo direito desta vez? Talvez fazer um jogo tão bom quanto o "Stadium" do N64 ou o "Colosseum" para GameCube?
4. Voltem às origens – Como se trata de uma continuação, é esperado que "Pokémon Black/White 2" conte uma história diferente do que acompanhamos na primeira versão dos jogos. Esperamos que eles mudem um pouco o conservador estilo de luta com mestres de ginásio e as opções de pokémon iniciais. Como já dissemos aqui, criatividade sempre é bem vinda, e apostar no retorno da Team Plasma é o esperado, então surpreenda-nos, Nintendo.
Sabemos que eles não teriam a ousadia de colocar uma região das antigas no jogo, já que eles são capazes de criar uma área nova para explorar, mas esperamos que personagens das franquias anteriores deem as caras mais uma vez para enfrentar o herói, como foi o caso da Cynthia (que, aliás, rendeu uma das batalhas mais difíceis da série).
5. Minigames são bem vindos – Quem jogou "Pokémon Emerald", o remake melhorado da terceira geração após "Ruby/Sapphire", deve ter conhecido a Battle Frontier, uma região dedicada a batalhas e com diversos desafios para o jogador, estimulando-o a batalhar e preparar os seus monstrinhos, ganhando pontos para trocá-los por power-ups, como TMs e held items. Algo semelhante existe em "Pokémon Black/White", mas sem os minigames, o que torna o processo menos interessante de se completar. Uma melhoria no sistema do Pokémon Musical também seria uma boa, ou até o retorno dos Contests, que são mais interessantes (e menos bobos).
E vocês, o que querem da mais nova empreitada dos monstrinhos de bolso?




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