Berthier Ribeiro-Neto, diretor de engenharia do Google para a América Latina e comandante do laboratório de desenvolvimento da empresa em Belo Horizonte, diz que é possível criar um sistema de buscas ainda mais interativo que o normal.
“Vai chover hoje?” ou “Será que tem muito trânsito em tal avenida?” são questões que, segundo Berthier, o Google tem tecnologia suficiente para responder. Berthier acredita que a busca por inferência, ou seja, feita a partir da conclusão lógica de informações anteriores passadas pelo usuário, é o próximo passo na evolução do buscador, primeiro e principal produto da empresa californiana.
“Tecnicamente não é difícil fazer esse tipo de busca. O desafio é saber quando e como podemos adicionar informação relevante para o usuário”, diz Berthier.
A relevância dos resultados é um problema que já incomoda o Google mesmo atualmente. “Os usuários têm uma expectativa muito grande em relação aos resultados feitos por uma busca. Tentamos falhar o mínimo possível. Se alguém procura por ‘restaurante indiano’ em um bairro de Santiago, jamais podemos indicar uma lanchonete em outra região, por mais que a página esteja repleta de termos utilizados para enganar o buscador.”
Se a tecnologia de buscas por localização ou necessidade for empregada como é dito, nunca mais precisaremos nos preocupar em sair de casa sem informações necessárias para praticamente qualquer situação corriqueira do dia a dia.




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